Os Ventos da Mudança

Modificação, alteração, transformação, transmutação, transfiguração – são os sinónimos de “mudança” que eu fui pesquisar para parecer extremamente intelectual. Agora que vos deslumbrei de rajada com a minha escrita de qualidade soberba, aproveito para dar uma de Capitão Óbvio ao anunciar que este artigo é sobre aquela coisa que melindra imenso os fãs mais hardcore de qualquer género musical – a evolução.

Globalmente falando, a mente de um artista está em mutação constante. Esta evolução musical – parcialmente semelhante à evolução das espécies por selecção natural –  não é necessariamente boa nem má, mas antes um subproduto do ambiente que rodeia o projecto, ou seja, um esforço de adaptação face a certas pressões. Seja pela vontade de tocar outras coisas ou pelo desejo de alcançar mais público (ou até ambos em simultâneo), a sonoridade da maioria dos artistas altera-se inevitavelmente. Obviamente, nada disto se aplica a certos baluartes incomparáveis da estagnação cultural, como o pimba, o kizomba, ou as quatrocentas e cinquenta mil cópias foleiras de Marduk e D.R.I. que andam por esse mundo fora.

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