Os Ventos da Mudança

Modificação, alteração, transformação, transmutação, transfiguração – são os sinónimos de “mudança” que eu fui pesquisar para parecer extremamente intelectual. Agora que vos deslumbrei de rajada com a minha escrita de qualidade soberba, aproveito para dar uma de Capitão Óbvio ao anunciar que este artigo é sobre aquela coisa que melindra imenso os fãs mais hardcore de qualquer género musical – a evolução.

Globalmente falando, a mente de um artista está em mutação constante. Esta evolução musical – parcialmente semelhante à evolução das espécies por selecção natural –  não é necessariamente boa nem má, mas antes um subproduto do ambiente que rodeia o projecto, ou seja, um esforço de adaptação face a certas pressões. Seja pela vontade de tocar outras coisas ou pelo desejo de alcançar mais público (ou até ambos em simultâneo), a sonoridade da maioria dos artistas altera-se inevitavelmente. Obviamente, nada disto se aplica a certos baluartes incomparáveis da estagnação cultural, como o pimba, o kizomba, ou as quatrocentas e cinquenta mil cópias foleiras de Marduk e D.R.I. que andam por esse mundo fora.

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Humildes Sugestões De Quem Tem A Mania

Em plena honestidade, a minha ideia inicial era fazer um simples e aborrecido top de “álbuns do ano”. Após ter criado um texto ligeiramente mais divertido do que um funeral, parei no Café Telhadinho  do C.C. Stop antes do ensaio da banda para rever as baboseiras que tinha escrito e investigar alguns artigos do género. Após algum esforço de pesquisa, apercebi-me de algo terrivelmente irónico: em última análise, ninguém quer saber.

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