Os Colosso são um nome incontornável do death metal português, com uma abordagem muito própria e que lhes vale o rótulo de “experimental”. Depois de, há dias, termos revelado o vídeo para “A Noxious Reflection”, falamos agora com Max Tomé, guitarrista e principal mentor deste projeto.

MOSHER TV: A adoção deste prisma no que à vossa sonoridade diz respeito foi programada e idealizada ou foi um desviar gradual daquilo a que estamos habituados a ouvir neste género?
Max Tomé: Foi algo que surgiu espontaneamente! Durante o processo de composição canso-me facilmente de ouvir a repetição das mesmas ideias… Então, para colmatar isso, tentei introduzir sonoridades e ideias de outros estilos e géneros, tentando ao mesmo tempo não desvirtuar a base de death metal, que está sempre patente.

Recentemente, lançaram o videoclip para “A Noxious Reflection”, em que apenas aparece o vocalista André Macedo, por parte da banda. Como foi para ti largar as vozes e ter alguém a assumir este protagonismo?
Foi óptimo! Detesto ser o centro das atenções! Ao mesmo tempo, fazer as vozes neste e noutros projectos foi sempre algo que fiz com excessivo esforço e um pouco de desagrado… daí o meu alívio em termos achado o André Macedo para frontman de Colosso.

Neste projecto é bom saber que, seja o que for que idealizemos em demo, é facilmente transportado para o álbum final e para os concertos, dada a competência e dedicação de todos os envolvidos.

Em relação ao primeiro trabalho, consideras “Obnoxious” um esforço de equipa maior do que “Abrasive Peace”?
Óbvio que sim! Enquanto que o “Abrasive Peace” foi integralmente escrito por mim, o “Obnoxious” é um esforço muito mais colectivo.

Como foi o processo de composição e gravação deste álbum?
Quanto à composição, fomo-la fazendo remotamente. Criei um projecto para a demo no Reaper [NR: software de gravação], onde íamos compondo os diversos temas, muitas vezes em paralelo. Encontramo-nos também diversas vezes em minha casa para compor, mas a maioria do material foi composto remotamente. Quanto à gravação, deslocamo-nos até ao Stone Sound Studio (em Rebordosa), onde captámos todos os instrumentos e vozes.

Como é compor com um baterista que praticamente não tem limites ao nível do seu instrumento?
É óptimo! Aliás, neste projecto é bom saber que, seja o que for que idealizemos em demo, é facilmente transportado para o álbum final e para os concertos, dada a competência e dedicação de todos os envolvidos.

Se alguém nos pedisse para lhe dar a conhecer Colosso, por que música achas que deveriamos começar e como achas que deveria apresentar a banda?
“Anthem To Chaos” e depois seguir pela discografia… Creio que continua a ser a melhor forma de nos conhecer!

Dirk Verbeuren (ex-Soilwork) já teve o seu papel nesta banda, tendo sido baterista no álbum “Abrasive Peace”. Como é poder dizer que um ex-membro faz agora parte dos Megadeth?
Gostava era de um dia o ouvir dizer a ele, com orgulho, que já participou num album de Colosso! (risos)  Agora a sério; é bom, mas ao mesmo tempo não é algo que pense muito… Quando penso nisso, lembro-me sempre de mim a ver (ainda muito novo) o videoclip da “Symphony of Destruction”, na TV, e é um bocado surreal, para ser sincero…


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Playlist actual de Max Tomé (sem ordem de preferência):
Astronoid – “Air”
Deftones – “White Pony”
Silverchair – “Freak”
Royal Blood – “Royal Blood”

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