A digressão europeia que junta os polacos Hate aos espanhóis Noctem arranca já na segunda-feira, no Hardclub do Porto. No dia seguinte, tocam no RCA de Lisboa.

Bilhetes aqui.
Evento de facebook para Lisboa aqui e Porto aqui.

Fica com a sinopse oficial:

Existem dois tipos de bandas boas. O primeiro é constituído pelos grupos pioneiros, pelos raros casos de originalidade que forjaram os diferentes géneros de metal tais como os conhecemos hoje. O segundo é composto por um punhado de projectos que, pegando nesses géneros, souberam moldá-los e transformá-los em algo próprio, que resume a essência de um determinado estilo. Os Hate, nascidos  no primeiro ano da década de 90 na cidade polaca de Varsóvia, pertencem ao segundo grupo, mas fazem-no com estilo. Começaram por ser associados ao conjunto das inúmeras bandas que tentavam apenas ser os próximos Vader e/ou Behemoth e acabaram, duas décadas e meia volvidas, a representar a primeira divisão do metal extremo polaco com o que de melhor o black e o death metal local têm para oferecer. E, como o público do Porto (Hard Club, 28 de Novembro) e Lisboa (RCA Club, 29 de Novembro) vai poder testemunhar, fazem-no ao vivo sem comprometer nem a forma nem o conteúdo daquilo que o metal extremo verdadeiramente representa.
O vocalista e guitarrista Adam Buzko, conhecido na cena como Adam The First Sinner, formou os Infected em Setembro de 1990, com uma série de músicos locais que incluíam o baterista Mittloff (actualmente nos Riverside) e o guitarrista Quack. Pouco tempo depois, o grupo abandonava a sonoridade thrash metal que praticava, mudava o nome para Hate e dedicava-se ao death metal. Três maquetas foram gravadas até 1996, ano em que foi editado o seu álbum de estreia “Daemon Qui Fecit Terram”, em formato cassete. As comparações com as bandas conterrâneas “grandes” como Behemoth e Vader eram recorrentes, mas alguma imprensa underground destacava a capacidade do quarteto para unir a negridão satânica dos primeiros à precisão técnica dos segundos. Essa versatilidade ficou vincada no segundo disco, “Lord Is Avenger”, também lançado em cassete. Os Hate começavam então a dar nas vistas numa cena europeia cada vez mais interessada em música de inspiração anti-cristã e o almejado contrato discográfico com uma editora de renome chegou em 1999 – com a Metal Mind Productions – consubstanciado pelo EP “Victims”.
Os Hate eram, cada vez mais, uma banda internacional mas foi apenas em 2003, por altura do lançamento do seu quarto álbum de estúdio “Awakening Of The Liar”, que o grupo entrou na rota das digressões europeias regulares, muito por “culpa” do contrato assinado com a Empire Records e Management, agência de grandes nomes polacos como Vader ou Vesania. Por essa altura, já Adam The First Sinner tinha iniciado uma verdadeira dança das cadeiras na formação do projecto, melhorando sempre tecnicamente os Hate ao mesmo tempo que os dotava de disponibilidade para novos “voos” e para regulares incursões nas temporadas de festivais na Europa. O passo seguinte chegou com “Morphosis”, o sexto álbum de originais, que foi editado pela Listenable Records, que deu à banda uma visibilidade exponencial, acompanhada por um impressionante salto de qualidade musical e por uma crescente personalidade própria na composição. Cinco anos e dois álbuns volvidos, a Napalm Records (editora onde actualmente militam os Moonspell) reconhecia o valor, honestidade e estatuto dos Hate, um dos últimos bastiões do death metal satânico. “Solarflesh: A Gospel Of Radiant Divinity” foi recebido com elogios unânimes por parte da imprensa e bons resultados de vendas.

Comentários

Divulgamos o melhor que a música extrema tem para oferecer, pela divulgação de trabalhos e eventos, reportagens, entrevistas, etc. LIGHTS - CAMERA - MOSH!