A fotografia como imagem da música

Quando a fotografia surgiu, em finais do século XIX, foi imediatamente compreendida como uma técnica que comportava qualidades representativas superiores à pintura, que vinha sendo vista como o meio ideal para retratar a realidade, havia vários séculos.

A técnica fotográfica começou, então, a ocupar o lugar de espelho da realidade no imaginário popular, até que as mudanças no pensamento artístico e social do início do século XX começaram a pôr em questão a suposta imparcialidade e transparência do medium, algo que, por sua vez, foi permitindo à fotografia metamorfosear-se numa forma de arte de seu próprio direito.

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Terror Empire revelam nova música “You’ll Never See Us Coming”

Os thrashers conimbricenses Terror Empire acabam de desvendar mais uma música do próximo álbum “Obscurity Rising”. Com o título “You’ll Never See Us Coming”, é a música que abre o álbum logo após a música de introdução. Trata-se do terceiro tema a ser lançado, depois de “Burn the Flags” e “Times of War”.

“As letras falam de uma rebelião massiva, um golpe com total surpresa”, afirma Rui Alexandre, letrista do tema. “Quando as coisas ficam estagnadas, há a tendência para que quem está no controlo pense que tudo ficará assim para sempre. Mas se continuares a premir os botões errados naqueles que tentas controlar, prepara-te para o pior. Esta música é acerca disso. Imagina uma aldeia em chamas, um permanente estado alerta e um caos sem fim”.

Ficando um pouco abaixo dos três minutos e vinte, “You’ll Never See Us Coming” deverá ser a música de abertura dos próximos concertos da banda, o que inclui a atuação deste sábado no VOA Fest, um dos maiores festivais portugueses.

Gravado nos Golden Jack Studios em Coimbra, “Obscurity Rising” foi gravado, misturado e masterizado por João Dourado, baterista da banda. O álbum será lançado a 23 de setembro pela Mosher Records, e as pré-encomendas já decorrem em www.mosherrecords.com, incluindo uma palheta de guitarra, um poster da banda e um pin.

O agenciamento da banda está a cargo da Move Up, através de  info@moveup.pt.

Alinhamento:

01. Obscurity Rising
02. You’ll Never See Us Coming
03. Burn the Flags
04. Times of War
05. Meaning In Darkness
06. Holy Greed
07. Lust
08. Death Wish
09. Feast of the Wretched
10. Soldiers of Nothing
11. New Dictators

FacebookInstagramYouTubeMosher Records


Nota: Este vosso escriba faz parte da banda referenciada no artigo, mas considera que não há qualquer conflito de interesse na divulgação do seu trabalho, dado não haver qualquer tratamento preferencial – mal seria. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Mais cedo ou mais tarde, isto iria acontecer. Obrigado pela compreensão.

[Crónica] Resurrection Fest 2017

“Maior” significará “melhor”? No caso do Resurrection Fest, pode dizer-se que sim. Não dá para ver tudo, tenta viver-se (beber-se?) tudo, e no fim, ficamos com um sentimento paradoxal – mesmo de barriga cheia, ficamos com fome de mais. Esta é a crónica de um dos melhores festivais espanhóis, pela ótica turva de um festivaleiro.

Antes de tudo, a viagem. Um gajo não fecha os olhos em Portugal e volta a abri-los em Viveiro, bem no noroeste espanhol. Este cronista foi mais um entre 55 metalheads que se juntaram à excursão da Luta Sistemática e que passou por Lisboa, Coimbra e Porto, rumo a Espanha. Estas viagens parecem sempre eternas, mas eventualmente lá chegámos… às cinco da matina. Quem queria ficar no Resucamp (o camping “chique” do festival, mas ainda abaixo do Glamping), teve de esperar mais umas boas seis horinhas até entrar. Sem drama – acampámos fora, antes de acamparmos lá dentro. Tuga style!

Dia 0: “Sepultura do Brasiu!”

Credenciais trocadas, pulseiras enfiadas, tendas montadas. O que falta? Concertos? Sim, mas também faltava o fuel que faz uma pessoa aguentar quatro dias de concertos: álcool. E comida, vá. A experiência recomenda manter o orçamento mais apertado que botas da tropa, e o grupo seguiu para o hipermercado local. Havia cerveja portuguesa (yey!), mas a estrangeira estava mais barata. Não divulgamos nomes, porque a Super Bock e a Carlsberg não nos pagam para isso. A cerveja não arrefece sozinha, pelo que a viagem de regresso ao camping incluiu rasgar todos os tendões e músculos dos braços a acartar gelo e cerveja. Um ritual que se repetiu todos. Os. Dias.

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Chester Bennington – Uma Homenagem

Quer seja alguém nos seus 40-50 anos que se lembra do choque brutal que foi o surgimento dos enormes Black Sabbath, ou um jovem que absolutamente venera os Avenged Sevenfold, os sons da nossa adolescência moldam-nos enquanto indivíduos a um nível tremendamente profundo. Eu cresci com uma quantidade exorbitante de sons distintos nos ouvidos, e uma das vozes que mais se ouvia nessa cacofonia sempre foi a entrega poderosa de Chester Charles Bennington.

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