Vivemos os últimos dias do ano de 2017 e, à medida que nos aproximamos de completar mais uma volta ao sol, damos por nós a reflectir sobre os 12 meses que passaram, analisando todos os acontecimentos, dos mais diversos tipos e sob as mais diversas perspectivas.

No que me toca, 2017 ficará para a história como um ano de altos bem altos e baixos bem baixos – tanto a nível pessoal como profissional, bem como no tocante aos meus projectos musicais, cujos maiores achievements se traduziram no lançamento do EP acústico «Live At Greenhouse», do meu projecto A Constant Storm, e no término do longo trabalho de gravação do novo longa-duração dos Moonshade«Sun Dethroned» – que deverá ver a luz do dia ainda durante a primeira metade de 2018.

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O ser humano é incrivelmente frágil: pelas características da sua própria constituição física não está naturalmente adaptado ao planeta que habita, precisando de fabricar casas, roupas, medicamentos e todo o tipo de artefactos e soluções para lograr sobreviver num meio natural que lhe é, por desígnio, agreste. A fragilidade física é tal, que a simples picada de certos insectos, incomensuravelmente mais pequenos em estatura do que o próprio, lhe podem tirar a vida num ápice.

A perda e a morte são, portanto, realidades inevitáveis, as quais todo o homo sapiens se vê forçado a encarar diariamente, sendo que, em essência, tudo o que o mesmo faz tem como motivação primordial a distracção de considerar o seu próprio inevitável desaparecimento.

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Eram capazes de valorizar um álbum objectivamente mal tocado, com erros a nível de tom e tempo? Por exemplo, guitarras desafinadas e/ou bateria dessincronizada? Se sim, este artigo não é para vocês. No entanto, para os que valorizam a execução técnica como um aspecto fundamental para a qualidade de uma obra, pergunto – e quando a letra em si é um atentado à arte da escrita?

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DEAD CAN DANCE – «Into The Labyrinth» [4AD, 1993]

Falar do álbum favorito nunca é fácil, sobretudo porque a escolha tende sempre a variar consoante o ponto da vida no qual nos encontramos: hoje sentimo-nos mais ligados a uma particular obra musical do que quando éramos mais jovens e no futuro seguramente sentir-nos-emos particularmente ligados a uma outra obra qualquer; em Agosto sentimo-nos mais ligados a uma particular obra musical e em Novembro sentir-nos-emos mais ligados a uma outra, e por aí adiante…

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Quer seja alguém nos seus 40-50 anos que se lembra do choque brutal que foi o surgimento dos enormes Black Sabbath, ou um jovem que absolutamente venera os Avenged Sevenfold, os sons da nossa adolescência moldam-nos enquanto indivíduos a um nível tremendamente profundo. Eu cresci com uma quantidade exorbitante de sons distintos nos ouvidos, e uma das vozes que mais se ouvia nessa cacofonia sempre foi a entrega poderosa de Chester Charles Bennington.

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